sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Quando o coração ameaça sair pela boca...

Corra e feche a boca antes que seu coração saia! Estou justamente tentando fazer isso... enquanto minha vida se decide... aliás, é decidida por um par de pessoas...
Como se conter diante do indefinível? Como fazer de conta que nada está acontecendo? Impossível!!! Enquanto seu lobo não vem, Chapeuzinho disfarça e fica passeando na floresta fingindo não se saber observada...
Que angústia! Vontade de correr ouvindo música no volume máximo para sequer correr o risco de alguém ousar falar com você e lhe trazer de volta para a realidade que insiste em lhe puxar.
Ainda nada... Só recorrendo aos litros de florais de Bach!! Bem que podia ser por via intravenosa, né?! Tudo em busca de resultados mais rápidos, mais sossego n'alma, um alento para descansar o coração...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Saber de cor

Recordar: do latim re-cordis, voltar a passar pelo coração
Eduardo Galeano


Escrever me surge agora como urgência e traz de volta a vontade de partilhar desejos e pensamentos, colocando para fora o que já não cabe em mim.
Agora que a torneira foi aberta, como cessar o jorrar de ideias, o espalhar de sonhos? Será isso que quero e preciso? Só o tempo e a vontade dirão. Se não for pra sempre, que sirva ao menos para esvaziar meu peito agora para o que está por vir.

Tá quente?

Alguém aí já teve vontade de jogar tudo pra cima (e sair de baixo claro!) e ver o que acontece? Às vezes essa vontade me surge de forma urgente e fico em estado de letargia, sem conseguir fazer nada direito... De repente, começa a surgir um sono sem fim, uma inquietação sem precedentes, uma dificuldade de concentração que não tem igual e o mundo passa a não ter sentido, já que as coisas urgentes deixam de existir ou então ameaçam bater na sua porta lhe convidando para voltar à real, justamente de onde você mais quer fugir. Quando fico assim, bem que eu queria ter uma passagem só de ida pra Marte, mas só se lá tiver uma prainha sem ondas, um sol maravilhoso e um homem que, pelo menos, não seja chato e pretensioso porque para esses a minha paciência já acabou!
É impressionante como tenho a capacidade de atrair seres masculinos que se acham o máximo? Será por que me acho o mínimo? Preciso ver isso com cuidado porque pode ser mesmo essa impressão que passo... Meus Deus! Será que o senhor criou um homem maravilhoso pra mim e está brincando de esconde-esconde? Se for, por favor, se diga se estou quente... ou fria...

O que nos faz mais sãs?

Aqui estou eu, com meus pensamentos cada vez mais histéricos, sempre a me perguntar por que ainda perco meu precioso tempo pensando em coisas que, a curto, médio e até longo prazo não vão me fazer bem. Uma coisa é viver e tentar fazer o que dá; outra, completamente diferente, é viver para tentar fazer as coisas. Chega uma hora que cansa, mas onde anda mesmo o nosso juízo que não nos ajuda a perceber o limite cada vez mais tênue que separa a razão da compulsão? Será que eu dei folga para o que restava de sensato em mim e agora preciso me contentar o que me resta de possível?
Outro dia procurei um livro para espairecer e descobri (por favor, deixem que eu me iluda achando que eu não sabia!!!) que eu não tenho livros (ou pelo menos não consigo mais reconhecê-los!) que não sejam de trabalho, que não estejam de algum modo relacionados às quinhentas mil questões que cada vez mais tomam minha vida e meus pensamentos sempre no campo profissional. Nessas horas (e não é a primeira vez que me vejo nessa situação!), prometo que nessa encarnação e nas próximas (porque sei que vou voltar porque ainda tenho muito o que aprender!) não vou mais permitir que isso aconteça! Nunca mais!! Juro que vou encontrar um lugar na minha vidinha para me dedicar às coisas que tanto me dão prazer (ainda sei quais são???). Mas essa vontade arruma um jeito de se esconder atrás das necessidades e só dá as caras na próxima crise, quando (como me disse uma amiga) a gente tem lapsos de lucidez e consegue enxergar o que sempre esteve diante dos olhos. O que fazer para transformar esses momentos que surgem em conta-gotas em enxurradas que tomem conta de mim? Quem me dera ter respostas! No máximo, estou conseguindo formular perguntas.